Para
todo gaúcho, já é costume todos os anos, no mês de setembro, seguir até o
Parque Harmonia em Porto Alegre para comemorar a Revolução Farroupilha. Nesse
mês, o parque fica lotado de pessoas com trajes típicos em alojamentos chamados
de Piquetes pelos frequentadores.
Há uma questão muito interessante em relação a essa data
tão comemorada pelos tradicionalistas do sul do Brasil, que Luís Augusto
Farinatti debate em seu artigo “O gaúcho e os outros”, que é a construção do
mito do gaúcho.
No dia 19 de setembro, um dia antes da data ápice da
comemoração, os alunos do curso de Museologia, da disciplina Museologia no
Mundo Contemporâneo, encontraram-se em um Piquete para debater a legitimidade
da construção cultural do gaúcho.
O debate gerou-se na eficácia da difusão dessa cultura,
criada no século XX. Em seu trabalho, Farinatti comenta o sucesso da construção
do mito do gaúcho e sua identificação com o povo, argumentando que, por si só,
o Movimento de Tradições Gaúchas não teria tanta força para trabalhar essa
difusão, afirmando que fatores como o midiático e até mesmo fatores políticos
contribuíram para a instalação desse sentimento no povo gaúcho.
As perguntas que ficam são: será que todos os gaúchos se
identificam com a figura mítica do gaúcho? Por que essa visão é socialmente
aceita pela sociedade do Rio Grande do Sul?

Nenhum comentário:
Postar um comentário