sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A construção cultural do gaúcho



               Para todo gaúcho, já é costume todos os anos, no mês de setembro, seguir até o Parque Harmonia em Porto Alegre para comemorar a Revolução Farroupilha. Nesse mês, o parque fica lotado de pessoas com trajes típicos em alojamentos chamados de Piquetes pelos frequentadores.
            Há uma questão muito interessante em relação a essa data tão comemorada pelos tradicionalistas do sul do Brasil, que Luís Augusto Farinatti debate em seu artigo “O gaúcho e os outros”, que é a construção do mito do gaúcho.
            No dia 19 de setembro, um dia antes da data ápice da comemoração, os alunos do curso de Museologia, da disciplina Museologia no Mundo Contemporâneo, encontraram-se em um Piquete para debater a legitimidade da construção cultural do gaúcho.
            O debate gerou-se na eficácia da difusão dessa cultura, criada no século XX. Em seu trabalho, Farinatti comenta o sucesso da construção do mito do gaúcho e sua identificação com o povo, argumentando que, por si só, o Movimento de Tradições Gaúchas não teria tanta força para trabalhar essa difusão, afirmando que fatores como o midiático e até mesmo fatores políticos contribuíram para a instalação desse sentimento no povo gaúcho.
            As perguntas que ficam são: será que todos os gaúchos se identificam com a figura mítica do gaúcho? Por que essa visão é socialmente aceita pela sociedade do Rio Grande do Sul?

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