O presidente do Instituto Ibérico do
Património Nuno Moreira é graduado em Conservação e Restauro pela Escola
Superior de Conservação e Restauro, especializado nas áreas de conservação preventiva
e de materiais arqueológicos, pós-graduado em Museologia pela Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias, doutor em Ciências da Arte na Faculdade
de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Em seu artigo, Moreira questiona-se
sobre os patrimônios intangíveis do século XXI. Destaca a internet como meio
facilitadora da comunicação mundial, observando suas contribuições dos mais
diversos modos para os seus usuários, tanto positivo quanto negativo. Relata a
crescente importância do patrimônio intangível atualmente, como a dança, a
gastronomia, as tradições entre outros referenciais de memória que são aceitos
pela sociedade e que contribuem para a construção da identidade de um povo.
Ainda, menciona a dificuldade de conceber tais patrimônios em uma perspectiva
museográfica, já que muitos desses elementos requerem para seu maior
entendimento uma experiência sensorial.
Destaca-se no artigo a crescente
utilização da internet no século XXI e o aumento do número de museus virtuais,
com espaços físicos e coleções devidamente constituídas, que apostam nessa nova
ferramenta para divulgação de suas instituições. Assim, suas coleções tornam-se
patrimônios intangíveis, pois a sua materialidade resume-se a uma imagem gerada
por um computador. Afirma que essa forma de musealização ganhará cada vez mais
espaço nos meio museal e que esses objetos intangíveis em nada perderão em qualidade,
valor estético, cultural e até social de alguns patrimônios.
Acredito que a internet veio em
muito a contribuir para a Museologia. Pessoas que não tem oportunidade de
conhecer determinados museus, atualmente, podem em apenas alguns cliques visitarem
suas instituições preferidas. O desafio desta prática esta justamente na
impossibilidade da relação direta com o objeto musealizado. Diferente das
musealizações de determinadas práticas (saber fazer entre outras coisas), o
objeto tradicional detém uma magia que sua observação/reflexão não teria caso
fosse digitalizado em algum museu. Sem dúvida, há grande importância da
internet na contribuição para o fazer museal, porém ainda existem barreiras a
serem ultrapassadas que apenas com o tempo poderão ser resolvidas. O museu
virtual contribui em muito na divulgação das instituições, por outro lado não
as substituem.
MOREIRA, Nuno.
Patrimónios Intangíveis em Portugal. Revista
Museu, 2004. Revista digital. Disponível em: <http://www.revistamuseu.com.br>.
Acesso em: 12 nov. 2013.

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