quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Patrimônios Intangíveis: a Internet e os Museus



            O presidente do Instituto Ibérico do Património Nuno Moreira é graduado em Conservação e Restauro pela Escola Superior de Conservação e Restauro, especializado nas áreas de conservação preventiva e de materiais arqueológicos, pós-graduado em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, doutor em Ciências da Arte na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
            Em seu artigo, Moreira questiona-se sobre os patrimônios intangíveis do século XXI. Destaca a internet como meio facilitadora da comunicação mundial, observando suas contribuições dos mais diversos modos para os seus usuários, tanto positivo quanto negativo. Relata a crescente importância do patrimônio intangível atualmente, como a dança, a gastronomia, as tradições entre outros referenciais de memória que são aceitos pela sociedade e que contribuem para a construção da identidade de um povo. Ainda, menciona a dificuldade de conceber tais patrimônios em uma perspectiva museográfica, já que muitos desses elementos requerem para seu maior entendimento uma experiência sensorial.
            Destaca-se no artigo a crescente utilização da internet no século XXI e o aumento do número de museus virtuais, com espaços físicos e coleções devidamente constituídas, que apostam nessa nova ferramenta para divulgação de suas instituições. Assim, suas coleções tornam-se patrimônios intangíveis, pois a sua materialidade resume-se a uma imagem gerada por um computador. Afirma que essa forma de musealização ganhará cada vez mais espaço nos meio museal e que esses objetos intangíveis em nada perderão em qualidade, valor estético, cultural e até social de alguns patrimônios.
            Acredito que a internet veio em muito a contribuir para a Museologia. Pessoas que não tem oportunidade de conhecer determinados museus, atualmente, podem em apenas alguns cliques visitarem suas instituições preferidas. O desafio desta prática esta justamente na impossibilidade da relação direta com o objeto musealizado. Diferente das musealizações de determinadas práticas (saber fazer entre outras coisas), o objeto tradicional detém uma magia que sua observação/reflexão não teria caso fosse digitalizado em algum museu. Sem dúvida, há grande importância da internet na contribuição para o fazer museal, porém ainda existem barreiras a serem ultrapassadas que apenas com o tempo poderão ser resolvidas. O museu virtual contribui em muito na divulgação das instituições, por outro lado não as substituem.    


MOREIRA, Nuno. Patrimónios Intangíveis em Portugal. Revista Museu, 2004. Revista digital. Disponível em: <http://www.revistamuseu.com.br>. Acesso em: 12 nov. 2013.



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