
Existem vários tipos de museus, sendo o mais
conhecido o tradicional. Um museu tradicional que podemos destacar é o do tipo interativo.
Ele assemelha-se ao museu ortodoxo clássico, porém o visitante pode interagir
com os objetos em exposição. Do mesmo modo que o ortodoxo, o museu interativo limita-se
a um edifício, seus núcleos são bem definidos, mas o espaço onde a exposição
ocorre não é bem delimitado. Nessa tipologia, não há um roteiro a ser seguido,
mas ela apresenta conjuntos interativos; por esse motivo, há uma demanda grande
de monitores para assessorarem os visitantes. Assim como no museu ortodoxo, há
também certa ênfase no objeto, mas o trabalho é mais voltado para os conceitos;
logo, a compreensão da exposição só é possível com a participação do visitante,
tendo como foco a percepção e o tempo da pessoa. Em geral, a estética do
ambiente não é tão importante, mas deve-se ressaltar que o lugar deve ter uma
aparência agradável para estimular o visitante a descobrir e experimentar.
No dia 21 de novembro, a turma do curso de
Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na disciplina de
Museologia no Mundo Contemporâneo, ministrada pela professora Zita Possamai, fez
uma visita aos “bastidores” de um exemplo dessa tipologia de museu que é o Museu
de Ciências e Tecnologia (MTC) da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUCRS). Com aproximadamente 700 equipamentos expostos para
interação, o MCT destaca-se pela estrutura e organização surpreendente, com uma
área de exposição com mais de dez mil metros quadrados.
Em uma tarde de grande aquisição de conhecimento,
pudemos entrar em contato com a estrutura “invisível” da instituição que faz o
MCT acontecer. Após algum tempo de uma palestra sobre o início da caminhada do
Museu, pudemos ver o que está por trás da estrutura notável do MCT. No subsolo
do lugar, conhecemos grandes coleções, como as de ictiologia, paleontologia e
arqueologia. Ainda apreciamos um setor muito interessante, que diz respeito à
área da arte dentro do museu. Artesãos empenham-se para representar no MCT lugares
e animais já extintos, além de planetas e objetos para aguçar nossas
imaginações.
É de grande valor que alunos de museologia
conheçam como funcionam museus das mais diversas tipologias em suas regiões. A
visita ao MCT da PUCRS veio a colaborar para entender como as estruturas dos
museus trabalham para um melhor fazer museológico. Grandes, médias ou pequenas
estruturas museais serão desafios para futuros profissionais na área museológica;
sendo assim, conhecê-las é algo essencial para uma boa formação acadêmica e
profissional.
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| Prof. Zita e turma no MCT-PUCRS |

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